Archive for the ‘pessoal’ Category

Mar

3

Em dezembro do ano passado eu já sabia que o Coldplay viria para São Paulo, mas na época abri mão de comprar os ingressos. Afinal o Cleber e eu iriamos para Paris e tudo isso nos impediria de cometer o abuso de todos os $$$hows que queríamos ir (The Cranberries, Metallica, Coldplay, Anberlin, Forever the Sickest Kids, blablabla) apesar de Coldplay ser uma banda adorada, do coração mesmo por  nós dois.

Decisão tomada, assunto encerrado. Não vamos ao show do Coldplay!

Fui pra Paris. Voltei feliz da vida, comecei um novo ano, trabalho, repaginei a vida. Tava pronta pra recomeçar tudo mesmo, mas surgiram também novos (e pesados) problemas. Os dias passaram e 02/03/2010 chegou.

Inesperadamente no dia do show a melancolia que eu vinha sentindo há algumas semanas, se instalou em mim de uma maneira horrorosa e pensei em diversas formas de me distrair: Sair pra comer, dormir, ver um filme, chamar os amigos, jogar, escrever… Mas nada pareceu tão perfeito quanto ir ao show do Coldplay afogar minhas mágoas e raivas de tudo o que venho passando sem direito de escolha, ao som de músicas perfeitas para o momento (Calmas, românticas, Viva la Vida!).

O Cleber que é um ótimo namorado, topou rever a decisão. Durante o dia ficamos maquinando como faríamos para ir ao show – Ele lotado de job e eu deseperada com os prazos na agência, tinha tudo pra dar errado por esse ponto. Mas a chuva, tempo feio, trânsito, dia de semana, nos davam força pra pensar que sim, teríamos com oencontrar nossos ingressos e lugares com facilidade lá na porta.

Encontramos em casa, engolimos rápido um suco e com coragem entramos na fila do trânsito ENORME até o estádio do Bambis. Chegando lá, notamos que estava tudo lotado e as pessoas estavam enlouquecidas comprando dos cambistas todos os ingressos em preços absurdos. Arquibancada, VIP, pista, não importava.

Todo mundo naquele dia horrível, parecia precisar das mesmas coisas que eu.

Não desanimamos, subimos e descemos em busca de ingressos. Passei medo, muito medo, pânico. Só bandido é cambista e eu odeio dar dinheiro pra bandido. Foda-se, naquele dia eu tava precisando não pensar, só fazer o que eu queria.

Demoramos pra comprar o ingresso, muito mesmo. Entramos na metade(pro fim do show) enquanto subíamos correndo com os ingressos Viva La Vida tocava em alto e bom som. Ela dava força pra o cansaço das pernas não tomar conta da gente e então entramos no local dos assentos no fim da música, absurdamente impossível: Nos acomodamos em um lugar de visão perfeita!

Até me dar conta de que eu tava lá, realizando minha vontade pra aliviar aqueles dias péssimos, Shiver começou e agarrei meu maior cúmplice do último ano todo com força e cantei cada parte da música, enquanto lágrimas rolavam pelo meu rosto. (“From the moment I wake, to the moment I sleep. I’ll be there by your side; just you try and stop me. I’ll be waitin’ in line, just to see if you care.”)

Em silêncio, com sorrisos surpresos, beijos e carinhos assistimos ao show mais emocionante de nossas vidas, sem mesmo estarmos no lugar mais desejado da platéia ou termos curtido todas as músicas que queríamos ouvir.

Só digo uma coisa: Ter ido naquele show, de surpresa, do jeito que aconteceu tudo. Foi a melhor retomada de decisão de todos os tempos,  não mudaria nada daquele dia. Na real, esse texto não é sobre o show, ele basicamente serve pra dizer ao Cleber: “Nobody said it was easy. It’s such a shame for us to part. Nobody said it was easy, no one ever said it would be this hard”

Obrigado por todos os passos que você tem dado comigo, por não ter fraquejado nos piores momentos e fases tristes e difíceis pelas quais tenho passado. Você é merecedor de todo o amor que tenho aqui dentro e todos os meus risos serão destinados a ti, o homem mais parceiro do mundo inteiro! Te quero pra vida toda ao meu lado. Te amo, amo, amo!!! Você é tudo pra mim! <3

PS: Não costumo fazer textos tão diretos, mas a meus amigos sabem a fase péssima que tenho passado e o quanto esse cara tem sido ponta firme comigo. Isso me surpreende, pois pessoa ‘novas’ na nossa vida, costumam corer quando os problemas realmente grandes surgem. Mas ele me agarrou, olhou fundo nos meus olhos e me disse “ESTAMOS JUNTOS, ME DEIXA VER SUAS COVINHAS, CADÊ O SORRISO?”. Vocês tem noção do quando isso é raro no mundo? Por isso ele merece um espaço aqui, só dele, só pra ele. Com meu coração declarado aqui, sem meias palavras e games. A gente não precisa disso.


Cleber Zerrenner Alessandra Ferreira aleferreira - Formatura Metodista 2010

Cleber, você é tudo pra mim!

Postado por Alê Ferreira 11 Comments »

Jan

26

Hoje estava respondendo algumas perguntas no meu Formspring, quando me deparei com uma muito boa sobre a minha inconstância de uma forma bem negativa.

E então resolvi desenvolver mais sobre como EU vejo minha carreira. Agora, como você vê a tua é problema teu né?

Pra mim a vida é sinônimo de busca de felicidade, eu tô sempre tentando deixar o meu dia a dia cada vez mais saudável e satisfatório pra mim. Se o meu trabalho não me faz mais feliz e eu recebo uma proposta que me deixa extremamente afim de aceitar, por que não tentar?

Eu morro pela tentativa, mas não fico chorando na praia depois que o navio partiu e ainda consigo vê-lo. Vou lá tento, dou a cara a tapa e faço o meu MELHOR o tempo inteiro.

Não espere de mim, jamais, uma postura acomodada “minha amiga é assim mesmo…” , “ah meu namorado nunca lembra do aniversário, fazer o que”, “todo trabalho tem pontos negativos”, A única coisa em que me acomodei e mesmo assim não me acostumei é com a teimosia da minha mãe, é de fato a única exceção da minha regra: Se eu não tô feliz ligo o botão ‘corrão’ e me mando.

Isso não significa que eu não lute, SIM eu luto, pelo meus ideais e as coisas que são taxadas com peso maior  de importância pra mim.

Passei em muitos lugares já, ao todo foram dez empresas(estou na décima primeira) e em cada uma delas aprendi sobre uma área, um jeito de se trabalhar, uma forma de entrosamento. Já participei de equipes que almoçavam juntas, compartilhavam jobs e se ajudavem pra todo mundo conseguir sair no fim de semana, também estive nas que mal se falavam, com panelinhas insuportáveis e ‘games’ dignos de filme de drama com novela mexicana ao cubo. E não me arrependo de nenhuma passagem minha, vivi tudo o que queria, passei por isso e defini o que faz bem para minha produtividade e estou feliz hoje por isso, sei o que me faz bem.

Ouvi uma vez de alguém que eu tinha que ser feliz, meu pai, me disse que dúvida eu teria pro resto da vida. Se eu queria ser publicitária ou astrônoma, isso era normal. Anormal era querer ser os dois, o que eu sempre almejei e agora depois de formada tô me preparando pra começar uma graduacão em Astronomia. Sinceramente? Não vejo isso como um ponto negativo, pra mim alguém que se contenta com um caminho, possbilidade e visão de um ponto de referência só, não tem vontade de viver de tudo.

Eu quero viajar pra Europa como adulta, chorar de rir na Disney e brincar de Safari na África.

Por que no trabalho eu deveria me acomodar em uma função e um lugar se senti tesão pelo vizinho, sonhei com ele, flertei, me apaixonei, tive certeza de que não queria mais o que estava vivendo e ele me chamou pra ser feliz?

Obrigada

Market Mídia – Evandro Gallão, Dickmans Design – Bruno Ancona Lopes, RMG Connect – Dani Galego, Admotion – Bronzatto, Addcom – Priscila, Motorola – Aline Colleoni, Media Contacts – Sarah Sioli, TBoom – Leandro Ogalha, Cubo.cc – Thiago Frias e Nicole Cassiano, Ogilvy – André Artacho e Pedro Araujo, Grïngo – Pela oportunidade por agora!

Tá explicado? ;)

Postado por Alê Ferreira 4 Comments »

May

14

Hoje tomei um choque de realidade, num momento lindo. Logo depois de sair com os amigos pra beber e dar risada, voltando feliz pra casa, recebo uma ligação de minha mãe em meu celular, com voz trêmula: “Sua bisa faleceu!”

[insira aqui uma pausa,  silenciosa, estática e infinita ]

20090503195426

Não consegui reagir, chorar que nem louca, extravasar essa dor que tá aqui, me matando.

Não consegui dizer uma mísera frase pra minha mãe além de: Você quer que eu te busque aí? Onde vai ser o enterro? Você quer que eu vá pra aí agora? (ela mora numa cidade há 2 horas da minha)

Não consegui fazer nada. A mesma coisa que fiz neste último ano, eu não visitei minha bisavó neste último ano! Eu deixei pra depois pro próximo fim de semana, mês, feriado. Daria tempo, ela estaria alí! Sempre esteve, não?

Agora me resta essa cama, enorme, pra abraçar todos os cinco travesseiros que resolvi colocar para me fazer companhia hoje, chorar o leite derramado, arrrependimento e todas essas coisas que ninguém gosta de gastar lágrimas. E depois rezar para que a minha avó, filha da bisa que se foi, melhore.

Depois de hoje, postergar uma visita, demonstração de carinho, um beijo, uma companhia, um abraço em silêncio, nunca mais. Prefiro chorar de saudade, esse sentmento sim, um dia na vida é inevitável. O arrependimento, depende apenas das escohas que se faz, e eu me arrependi de não ter ido visitar minha boa velhinha.

Que Deus dê a ela o lugar mais bonito e aconchegante do céu, pra ficar vigiando toda essa bela família que surgiu dela, forte, guerreira, única, amável. Minha pequena de olhos verdes onde estiver lembre-se: Júlia eu te amo pela eternidade!

Sua bisneta,

Alessandra.

Postado por Alê Ferreira 4 Comments »

Alê Ferreira

Paulistana com um pé na Europa, nascida em 1987, ora tem a certeza de que publicidade é seu ramo, ora decide ser pop star.

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