Archive for the ‘Crônicas’ Category

May

27

Às vezes penso que quando estava na fila de “peças” do céu,  o senhor lá de cima esqueceu dos freios na minha pessoa.

Por que raios eu não sei a hora de parar? A hora de parar de amar, de rir, de chorar, de tentar.

Pessoas assim, como eu tem a tendência de agir como se o mundo todo fosse de espuma. Como se as belas quedas não doessem, ou até mesmo as decepções tivessem limite na vida, como o tweetdeck tem “twitter rate limit exceeded”. Mas NÃO, isso não existe. Apenas a gente não tem limites amigo.

Então respire fundo antes de se jogar de cabeça numa nova aventura, você quer correr o risco da mágoa novamente?

Particularmente analisando: Eu cansei de sofrer, de me machucar, de correr risco.

Como se arriscar numa nova paixão então? Se o coração está tão cansado, machucado e ao mesmo tempo ansioso por um novo amor?

Infelizmente, neste texo amigos, eu só farei perguntas.

Ainda não tenho as respostas,  só sei que já coloquei o pára-quedas e tô na ponta do avião. Mais uma vez, não dá pra voltar.

Boa sorte pra mim. E pra você também, seu inconsequente.

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Postado por Alê Ferreira 1 Comment »

May

14

Hoje tomei um choque de realidade, num momento lindo. Logo depois de sair com os amigos pra beber e dar risada, voltando feliz pra casa, recebo uma ligação de minha mãe em meu celular, com voz trêmula: “Sua bisa faleceu!”

[insira aqui uma pausa,  silenciosa, estática e infinita ]

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Não consegui reagir, chorar que nem louca, extravasar essa dor que tá aqui, me matando.

Não consegui dizer uma mísera frase pra minha mãe além de: Você quer que eu te busque aí? Onde vai ser o enterro? Você quer que eu vá pra aí agora? (ela mora numa cidade há 2 horas da minha)

Não consegui fazer nada. A mesma coisa que fiz neste último ano, eu não visitei minha bisavó neste último ano! Eu deixei pra depois pro próximo fim de semana, mês, feriado. Daria tempo, ela estaria alí! Sempre esteve, não?

Agora me resta essa cama, enorme, pra abraçar todos os cinco travesseiros que resolvi colocar para me fazer companhia hoje, chorar o leite derramado, arrrependimento e todas essas coisas que ninguém gosta de gastar lágrimas. E depois rezar para que a minha avó, filha da bisa que se foi, melhore.

Depois de hoje, postergar uma visita, demonstração de carinho, um beijo, uma companhia, um abraço em silêncio, nunca mais. Prefiro chorar de saudade, esse sentmento sim, um dia na vida é inevitável. O arrependimento, depende apenas das escohas que se faz, e eu me arrependi de não ter ido visitar minha boa velhinha.

Que Deus dê a ela o lugar mais bonito e aconchegante do céu, pra ficar vigiando toda essa bela família que surgiu dela, forte, guerreira, única, amável. Minha pequena de olhos verdes onde estiver lembre-se: Júlia eu te amo pela eternidade!

Sua bisneta,

Alessandra.

Postado por Alê Ferreira 4 Comments »

May

7

Car_01

É engraçada a sensação que se tem ao sentar pela primeira vez no banco de um carro para aprender a dirigir. Dá um misto de poder, liberdade e frio na barriga.

Mas quando você engata a primeira marcha e acelera pra valer o frio na barriga deixa de ser ansiedade e vira insegurança medo. Medo de fazer algo errado, de se machucar e claro ferir alguém.

No início se dirige com calma e empenho em ter atenção geralmente atrapalha-se. Mas não é proposital, afinal enquanto está na época de aprendizado você vai errar, virar algumas ruas sem dar seta, passar na frente de outras pessoas sem olhar por onde anda e foder mudar  o caminho de algumas outras que já estavam no mesmo que você.

Só que amigo, o êxtase, aquele que domina o prazer de sentir O NOVO, o desejado momento desta primeira volta, não lhe permite perceber tudo á sua volta além do mecânico. Esse êxtase cega.

Mas com o tempo se aprende os traquejos da direção e quase como automaticamente você já sabe o que fazer, a hora de mudar a macha, a forma de “jogar” o carro para mudar de vida faixa, onde correr e principalmente a hora de brecar.

No modo automático, tudo fica mais prático, e você se sente mais seguro: Dono de si, do mundo e do controle até… bater o carro.

Ao sair do dito cujo olhar o estrago feito, fazer as contas do seguro, o tempo que vai ficar sem seu veículo, sempre rola um pensamento do tipo: E se eu não tivesse mudado de faixa? E se eu tivesse brecado antes disso tudo?

E SE NADA AMIGO, não pense no que você poderia ter feito, quem vive de passado fode mal.  >Já diria um grupo de amigos meus.

Mude de faixa, corra, viva. Aquele que não acelera é o qual nunca vai sentir nada com a intensidade que você sente. Quanto ao coração carro: Tem conserto! Depois de algumas novas voltas e peças chave dentro dele trocadas tudo volta ao normal, ou muda pra melhor.

Meu conselho pra você ter uma bela trip é: Se permita sentir a força do vento bater no rosto e cada lágrima que cair dos teus olhos permita ser amparada  por um belo par de faróis de neblina que ilumina imperceptívelmente enquanto traz beleza em cada movimento que fizeres.

Vá acelerando sem olhar para as rotações por minuto, teste de verdade os limites: Viaje, cante alto, saia todos os dias de casa sem hora pra voltar e quem sabe um dia até salte de para quedas.

Faça do seu percurso uma bela viagem, com direito a um filme para contar as histórias pelas quais passaste.

Postado por Alê Ferreira 5 Comments »

Alê Ferreira

Paulistana com um pé na Europa, nascida em 1987, ora tem a certeza de que publicidade é seu ramo, ora decide ser pop star.

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  • Quer um S.T.A.M.P.S.?

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  • A melhor decisão que tomei

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  • Comodidade, a gente não vê por aqui!

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  • Autopictures tortas?
    Só se você quiser! :P

    Autopictures tortas?<br> Só se você quiser! :P
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